Fobia Social

Fobia Social

Faz parte da nossa natureza humana apresentar insegurança, receio ou timidez em ambientes novos ou em contato com pessoas desconhecidas.

Situações como adaptação a um novo emprego, iniciar um relacionamento ou falar em público normalmente nos desencadeiam sintomas ansiosos que são plenamente compreensíveis e aceitáveis.
Com o tempo, nos adaptamos a essas situações novas e percebemos que a ansiedade inicial vai desaparecendo para que possamos nos adaptar e viver esses momentos.
Para quem tem fobia social, essa adaptação não acontece ou não se faz de maneira adequada. Ocorre um medo patológico de comer, beber, falar ou escrever diante de pessoas ou lugares novos. Há um medo de ser julgado, avaliado e de interagir com pessoas, sendo que, nesses casos, o doente se mostra extremamente ansioso. Normalmente, a ansiedade é visível, com sudorese, vermelhidão na pele, tremores e alterações da voz (voz trêmula).

O medo dessas situações novas é tão intenso que o paciente evita passar por elas, deixando de falar em público ou ir a eventos sociais e restaurantes. Quando é extremamente necessário comparecer a esses locais, ocorrem sintomas ansiosos significativos por semanas ou dias antes da data programada. O paciente sofre antecipadamente e passa dias com muitos sintomas ansiosos, tanto físicos quanto emocionais.

Ao contrário do que acontece com quem não sofre de fobia social (em que a ansiedade vai diminuindo durante o andamento do acontecimento fóbico), durante o evento, a ansiedade cresce tanto em intensidade que o paciente pode ter uma crise semelhante a um ataque de pânico.

A doença acomete pessoas jovens, em sua fase mais produtiva tanto nos relacionamentos quanto no trabalho, o que traz prejuízos emocionais e sociais significativos. O paciente acaba por desenvolver, ao longo do tempo, sintomas depressivos pela incapacidade de vencer a doença.
O tratamento psicoterápico (sobretudo terapia cognitiva comportamental) é de fundamental importância nesses casos. O tratamento médico envolve o uso de ansiolíticos e antidepressivos para reduzir os sintomas ansiosos dirigidos às situações novas e estressantes para  o doente.

Fonte: Livro Depressão doença ou problema espiritual, Ismael Sobrinho