Ômega-3 pode prevenir, ou retardar substancialmente, a psicose

Ômega-3 pode prevenir, ou retardar substancialmente, a psicose

De acordo com um estudo, a suplementação de grupos de alto risco retardou o aparecimento do quadro clínico em sete anos.
Pessoas com psicose frequentemente apresentam um nível baixo de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 na membrana celular. A suplementação com ômega-3 pode ajudar a evitar ou pelo menos retardar substancialmente o desenvolvimento de psicoses em pacientes de alto risco. Isso é indicado por um estudo internacional que foi apresentado na “International Early Psychosis Conference” em Tóquio (Japão).

Os pesquisadores da Universidade de Melbourne (Austrália) e da Universidade Médica de Viena (Áustria) realizaram um segundo acompanhamento para um estudo conduzido anos atrás que envolveu 81 pessoas em alto risco de desenvolvimento de psicose. No primeiro estudo, os sujeitos receberam um suplemento de ômega-3 por doze semanas. Agora, em média 6,7 anos após a intervenção, os pesquisadores avaliaram o efeito no longo prazo desta medida.

O estudo mostrou que quatro dos 41 participantes (10 por cento) no grupo de ômega-3 desenvolveram psicose, embora esse percentual tenha atingido 40 (16 dos 40 pacientes) no grupo controle que não recebeu ômega-3. Além disso, o quadro clínico progrediu muito mais rápido no grupo controle.

“Uma breve intervenção com suplementos de ômega-3 evitou a psicose por quase sete anos”, resumiu o autor do estudo, Paul Amminger, da Universidade de Melbourne. Mas antes de fazer recomendações para a ingestão, os pesquisadores querem esperar os resultados de dois estudos similares que estarão disponíveis no próximo ano.

Uma dieta rica em produtos com grãos integrais pode levar a uma vida mais longa

Estudo norte-americano observa que quantidades maiores de produtos com grãos integrais na dieta reduz o risco de mortalidade.
Uma maior ingestão de produtos com grãos integrais poderia levar a uma vida mais longa, é o resultado encontrado por uma metanálise americana publicada no periódico “Circulation”. Os efeitos incluem o risco reduzido de mortes em geral, relacionadas a doenças cardiovasculares e relacionadas a câncer.

Pesquisadores da Universidade de Harvard (Boston) analisaram os resultados de 12 estudos e os resultados não publicados de duas rodadas da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey, NHANES), compreendendo um total de 786.076 homens e mulheres com um total de 97.867 mortes, 23.597 mortes devido a doenças cardiovasculares e 37.492 mortes devido a câncer. A ingestão de grãos integrais pelos respondentes foi avaliada através de questionários.

A equipe observou que, para cada porção (16 gramas) de grãos integrais, havia uma diminuição de 7% no risco total de mortes, diminuição de 9% nas mortes relacionadas a doenças cardiovasculares e de 5% nas mortes relacionadas a câncer. Quanto maior o consumo de grãos integrais, menor a taxa de mortalidade. Segundo os pesquisadores, quando três porções (48 gramas) eram consumidas diariamente, as taxas declinavam em 20% para mortes em geral, 25% para mortes cardiovasculares e 14% para mortes relacionadas a câncer.

“Com base nas evidências sólidas desta metanálise e de numerosos estudos anteriores que documentam, coletivamente, os efeitos benéficos dos grãos integrais, eu acredito que provedores de saúde devem recomendar, por unanimidade, o consumo de grãos integrais à população geral, bem como para pacientes com certas doenças para ajudar a alcançar uma saúde melhor e, possivelmente, reduzir as mortes”, disse o autor do estudo, Qi Sun.
fonte : UNIVADIS